Dezessete elementos que quase ninguém vê e quase tudo usa.
Terras raras não são raras no sentido de escassas — são raras porque aparecem diluídas, misturadas entre si e são difíceis de separar. É essa separação, e não a extração, que define quem domina a cadeia.
Clique em qualquer elemento para ver onde ele é usado. Em destaque, os quatro de maior demanda industrial.

Escândio
Metal leve que dá resistência às ligas de alumínio.
Ligas de alumínio-escândio para estruturas aeroespaciais e equipamentos esportivos de alta performance, e células a combustível de óxido sólido.
Fontes — Royal Society of Chemistry · USGS

Ítrio
Metal prateado essencial a cerâmicas e lasers.
Fósforos vermelhos de telas, cerâmicas de barreira térmica para turbinas, lasers YAG e supercondutores de alta temperatura.
Fontes — Royal Society of Chemistry · USGS

Lantânio
O primeiro dos lantanídeos — abundante e versátil.
Catalisadores de craqueamento no refino de petróleo, lentes ópticas de alto índice de refração e baterias de níquel-hidreto metálico.
Fontes — Royal Society of Chemistry · USGS

Cério
O mais comum das terras raras.
O mais abundante das terras raras. Polimento de vidro de precisão, catalisadores de escapamento automotivo e aditivos de combustível.
Fontes — Royal Society of Chemistry · USGS

Praseodímio
Parceiro do neodímio nos ímãs de alto desempenho.
Ligado ao neodímio na liga NdPr, forma ímãs mais resistentes ao calor e à corrosão. Também em vidro de proteção para soldadores.
Fontes — Royal Society of Chemistry · USGS

Neodímio
O coração magnético da eletrificação.
Base dos ímãs permanentes mais potentes já produzidos em escala. Move o motor do carro elétrico, o gerador da turbina eólica e o alto-falante do seu fone.
Fontes — Royal Society of Chemistry · USGS

Promécio
O único lantanídeo radioativo, raríssimo na natureza.
Radioativo e praticamente ausente da natureza. Usado em fontes de medição de espessura e em baterias nucleares de longa duração.
Fontes — Royal Society of Chemistry · USGS

Samário
Base de ímãs que resistem a calor extremo.
Ímãs de samário-cobalto, que mantêm o magnetismo em temperaturas onde o neodímio falha. Aplicações militares e aeroespaciais.
Fontes — Royal Society of Chemistry · USGS

Európio
O elemento que dá cor às telas.
Responsável pelo vermelho e pelo azul das telas e das lâmpadas LED. Também compõe as marcas de segurança das cédulas de euro.
Fontes — Royal Society of Chemistry · USGS

Gadolínio
O contraste que ilumina a ressonância magnética.
Agente de contraste em ressonância magnética, controle de nêutrons em reatores nucleares e pesquisa em refrigeração magnética.
Fontes — Royal Society of Chemistry · USGS

Térbio
O verde das telas e o reforço dos ímãs.
Fósforos verdes de iluminação e telas, aditivo que sustenta ímãs em alta temperatura, e materiais magnetostritivos usados em sonar.
Fontes — Royal Society of Chemistry · USGS

Disprósio
O guardião dos ímãs em alta temperatura.
Aditivo crítico dos ímãs de neodímio: é ele que impede o ímã de perder força no calor do motor elétrico e da turbina. Um dos mais escassos.
Fontes — Royal Society of Chemistry · USGS

Hólmio
O campeão de força magnética.
Tem a maior força magnética entre todos os elementos. Usado em lasers médicos para cirurgia de próstata e fragmentação de cálculo renal.
Fontes — Royal Society of Chemistry · USGS

Érbio
O amplificador da internet global.
Amplifica o sinal nas fibras ópticas submarinas — a internet intercontinental depende dele. Também em lasers dermatológicos.
Fontes — Royal Society of Chemistry · USGS

Túlio
O mais raro dos lantanídeos estáveis.
O mais raro dos lantanídeos estáveis. Fontes portáteis de raio X para uso em campo e lasers cirúrgicos de precisão.
Fontes — Royal Society of Chemistry · USGS

Itérbio
Precisão atômica para relógios e lasers.
Relógios atômicos de altíssima precisão, lasers de fibra para corte industrial e ligas de aço inoxidável.
Fontes — Royal Society of Chemistry · USGS

Lutécio
O mais denso e valioso dos lantanídeos.
O mais pesado e um dos mais caros. Detectores de tomografia PET e catalisadores de refino de alto desempenho.
Fontes — Royal Society of Chemistry · USGS
Da ocorrência à reserva: como se prova um depósito
Indícios do mineral são identificados em campo e confirmados em laboratório.
A amostragem sistemática estima quantidade e teor, com grau de confiança crescente.
O corpo mineral é caracterizado e sua viabilidade técnica e econômica é demonstrada.
A parte aprovada para aproveitamento, com Relatório Final aceito pela ANM.
O Complexo Barreira está na fase de pesquisa. Nenhuma reserva foi declarada — e nada será anunciado antes do Relatório Final aprovado.
Caracaraí, no sul de Roraima, às margens da BR-432.
A área de pesquisa fica no município de Caracaraí, no sul do estado de Roraima. O acesso é rodoviário, pela BR-432. As coordenadas exatas não são divulgadas.
— não de área mineralizada
outorgada pela ANM
para a fase de pesquisa
terras raras incluídas em 2025
Por segurança do território e das comunidades do entorno, o projeto não divulga coordenadas, poligonal nem número de processo. Órgãos públicos, imprensa e instituições de pesquisa podem solicitar os dados registrais pelos canais de contato.
A pesquisa é feita na universidade, não no escritório.
As amostras coletadas em campo são caracterizadas e ensaiadas em laboratório universitário. O objetivo da pesquisa é entender a mineralogia do depósito e desenvolver uma rota de extração e separação adequada a essa argila específica.
A rota estudada é hidrometalúrgica: lixiviação em coluna com solução salina, seguida de separação dos elementos e produção de compostos de alta pureza. É um caminho que dispensa britagem e moagem — porque o elemento não está preso na estrutura cristalina, e sim adsorvido na superfície da argila.
As análises químicas são executadas por laboratório independente. Os certificados de ensaio identificam método, unidade e limite de detecção para cada elemento.


O que veículos independentes publicaram.
As matérias abaixo são de terceiros. As afirmações contidas nelas são de responsabilidade de cada veículo e não constituem declaração do projeto.
Pesquisadores da USP analisam cerca de 100 amostras de argila em área com terras raras em RRG1 Roraima · 6 de agosto de 2026
Uma pesquisa que cabe dentro da floresta.
Seis compromissos que valem para a fase de pesquisa e para tudo o que vier depois dela. Clique em cada um para ver o que significa na prática.
Tem uma pergunta sobre o projeto? Fale com a gente.
Atendemos imprensa, órgãos públicos, instituições de pesquisa e a comunidade de Caracaraí e de Roraima.